Quero beber do cálice
Solver da última gota
Já que o fim é sempre o começo
De algo desconhecido
O que há de mais
Senão sentir
O sabor que ainda não provamos
Mesmo sendo o gosto amargo
E recompensa dos nossos excessos
Deixe-me esquecer
Alivia-me a dor de não poder
Perdoa a mão que empunha o punhal
Deixe-me cravá-lo
E beber do sangue quente
O suplício da paixão
Arrancando do peito
Algo que não me pertence
E quer me consumir.
Nenhum comentário:
Postar um comentário