Clave de sol (literalmente)
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Chama
Mas sou feita de chama, minha matéria é fluído que queima, o brilho da lua me reclama, mas é o sol quem me comanda. Você é a brasa que me faz arder.
Ando morna
Ando morna sem vontade de arder... Ando coberta pela noite escura... de longe ainda vejo a lua, seu brilho reflete meus olhos, mas cegos estão... não querem mais ver. Eu sofro tanto de tanto querer, tudo que eu quero é distante e parece pequeno porque longe vive, mas de perto é tão grande que minha alma não comporta... Não suporta e sofre, pois é verbo de quem ama, sofrer...
Alquimia
Misturo as letras
Te dou poemas
Pinto as flores
Te dou a paisagem
Escrevo sonhos
Te dou a canção
Bebo o ar
Te dou o vento
Recrio a luz
Te dou as cores
Ouço a música
Te dou a voz
Dispo meu corpo
Te dou minha’alma
Rompo as fronteiras
Te dou meu País
Acendo a chama
Te dou meu calor
Te misturo ao que sou
Esta feito o amor.
A Sereia e o Mar
Ando aflita pra te encontrar, ando com medo de te perder... já não sei mais o que fazer, sinto a tristeza se aproximar... Ando insegura para te dizer, já não sei mais o que pensar, sinto a vida se debandar... São como a sereia sem o mar os meus olhos sem te olhar.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Tudo
Experimentei tudo
A Dor Experimentei tudo
O Vazio
A Solidão
Com quem vivi
Se fui feliz
Ou se sofri
Só eu senti
Coisas que o vento já levou
A saudade que ficou
Tudo aquilo que fiz
O que faltou
Só eu senti
Por quem sofri
Por meu amor
Se estou aqui
Pra onde vou
Só eu senti
O quanto dancei
Se me entreguei
Se me arrependi
Se toquei
Provei
Se tive medo
Ou se eu fugi
Só eu senti
Se agora alucino
Ou se atino
Se eu feri
Se magoou
Se me doeu
Só eu senti
Se morro agora aqui
É porque pra vida renasci.....
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Doce ilusão
Era tudo mentira
Uma doce ilusão
Que eu na inocência de poeta acreditei
Ser verdade um dia
Mas tudo não passou de outro engano meu
Ou terá sido seu?
E o que pensei, amor
Feito papel na chuva se desfez, de vez...
E a beleza da qual eu fui refém
Desapareceu feito o chão sobre os meus pés
E de todos os sonhos sobraram sós, as palavras...
Mas palavras se perdem ao vento...
E o meu sentido no teu se perdeu
Perdi a tua direção
Ficou tudo sem sentido
Sem nexo
Só a solidão sem contexto
Promessas submersas no peito
De tudo sobrou só
Eu
O vazio seu....
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